quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Marketing e o núcleo político nas eleições 2012



Trabalhei no marketing eleitoral de três campanhas neste ano, Teófilo Torres, Antônio Carlos e Nem de Carlito e tive a oportunidade de acompanhar outra de perto, observando o trabalho do profissional Márcio Magno Passos. Dessas em que trabalhei ou observei, três vitórias completamente diferentes uma da outra e uma derrota destas em que atuei. Fiquei responsável pelos programas de rádio, no horário eleitoral gratuito. Considerando apenas os programas para prefeito, foram 72 no total. Escrevi 388 textos em apenas dois meses, editamos mais de 280 horas de gravação, salvamos dezenas de CD´s para os programas e propaganda volante.   

Minhas impressões são positivas sobre o processo. O mais difícil é conjugar o necessário para a comunicação sair o mais próximo daquilo a que se propõe a campanha com os diversos interesses e palpites que aparecem a todo o momento.

Existem, muitas vezes, interesses pessoais inconscientes que nada têm a ver com o candidato. Cabos eleitorais que querem falar deles mesmos em vez de elogiar quem realmente disputa os votos; pessoas preocupadas em atacar o adversário; sem contar aquele jogo de ego, em que uns querem que suas ideias prevaleçam sobre as demais, impondo o que acham ser a melhor estratégia. Quem atua no marketing tem que ter muito jeitinho para tratar este tipo de situação com o máximo de educação, mas não pode perder o foco, mesmo sob forte estresse e pressão. Ele tem que entender que muitas dessas realidades terminam em perda de tempo e dinheiro.

Além disso, sempre há um certo conflito de ideias entre o núcleo político e o do marketing. É o setor que mais tem responsabilidade durante a eleição, porque pode levar a culpa por tudo. É, ainda, inconscientemente, o setor, digamos, menos valorizado por alguns e supervalorizado por outros. Normalmente, dá-se mais importância ao financeiro e ao jurídico. Tudo isso ainda conjugado a um orçamento, muitas vezes, apertado. É uma dureza e trabalha-se 24 horas por dia. Acorda-se, almoça-se, dorme-se, eleição. Tem dia que começamos a trabalhar as 3 da manhã, porque apareceu uma ideia durante o sono e você precisa escrever pra não perde-la. Tem dia que a adrenalina começa cedo, a gente desce pro estúdio e começa a trabalhar ainda de madrugada.

Quem trabalha com marketing eleitoral tem que aprender de novo. Se vence a eleição, vem, no máximo, um obrigado. Se perde, a culpa é da comunicação, de quem mais? Mesmo assim é prazeroso, sobretudo quando ganha-se. E olha que já ganhei e já perdi.

Sobre as dificuldades que falei acima, são algumas as reuniões em que fica acertado num dia a estratégia e, no outro, algum palpiteiro vem com uma tese tirada de sua cabeça e aquilo que já estava certo caia por terra. Dias depois vinha o resultado. Percebia-se que a decisão havia sido equivocada e pediam pra gente remendar as coisas em cima da hora. Normal em toda campanha. Mas, também, observei o contrário. O Marketing queria um caminho e o núcleo político outro e o do núcleo prevaleceu e acabou dando certo. Não sei se numa campanha mais apertada aconteceria o mesmo resultado, mas o que importa é que deu certo!

Ou seja, apesar dos profissionais do marketing estarem o tempo todo dedicando tempo e vivendo aquela situação, eles precisam saber ouvir bem, porque o núcleo político está nas ruas ouvindo o povo, enquanto o marketing analisa os números das pesquisas. Claro, o povo pode enganar político e pesquisa pode enganar o marketing, por isso a importância dos dois caminharem juntos para conseguir um resultado positivo.

Enfim, o Marketing precisa sempre se adequar ao que pensa, tecnicamente, ser o melhor caminho para aquela campanha com o que deseja o candidato e apoiadores, e claro, o setor financeiro e jurídico. O certo é que quem trabalha neste ramo convive por um curto período com uma situação intensa de foco, planejamento, observação dos adversários, interação com o candidato e pessoas envolvidas e, principalmente, sob pressão. Uma maravilha pra quem gosta.

  

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Tirinhas





Livro diz que economistas confundem sofrimento com crescimento


Em "Crítica Ecológica do Pensamento Econômico", José Lutzenberger (1926-2002) defende que o PNB (Produto Nacional Bruto) e o PIB (Produto Interno Bruto) quantifica apenas a atividade, não importando se ela é desejável ou indesejável.
Reprodução
Síntese das ideias e da visão de mundo que Lutzenberger amadureceu e defendeu
Síntese das ideias que Lutzenberger defendeu
"Desastres de avião ou automóvel, guerras, terremotos, devastação florestal, até corrupção, crime e drogas fazem crescer o PIB", escreve o autor. "Mas os economistas, ao invés de medir mais sofrimento, estão medindo mais prosperidade".
O livro apresenta uma síntese das ideias do homem que falava sobre desenvolvimento sustentável quando a ecologia era considerada coisa de "gente excêntrica".
"Um desenvolvimento sustentável é possível se for qualitativo, não quantitativo", dizia.

E-mail: leitor reclama de repasse do SUS


Caro  jornalista Thiago Moreira, tenha as minhas saudações. Algumas vezes ouvi seus comentários  na rádio.

   Jornalista, no início deste mês de novembro, recebemos do SUS uma correspondência informando os gastos que eles tiveram com meu irmão que ficou internado, aqui em Monlevade, por sete dias.  O quadro de saúde dele era muito grave e infelizmente , acabou falecendo. Mas a  conta paga pelo SUS foi a gigantesca quantia de 223,.00, o que equivale a 32,00 por dia. 
Caro jornalista, na sua opinião o que um hospital pode fazer por um paciente pelo SUS a um repasse diário desses? Uma entidade filantrópica é capaz de fazer muito mais. O paciente, mesmo pelo SUS, não está lá assim de graça não. Os registradores de impostos pagos ao governo estão  'a velocidade de fórmula 1.

 Minha mãe também passou pelo SUS este ano e ficou lá internada por sete dias  e infelizmente veio a óbito também.  O que eu vi foi médicos e enfermeiras nervosos, pacientes quase encostados uns nos outros, uma   falta de carinho com os pacientes  e eu não os culpo não. Um médico com muito conhecimento mas sem carinho, muitas vezes o seu paciente não fica curado ou vem a óbito, imagine o médico com pouco conhecimento e sem carinho, não estou retratando o hospital daqui.  O carinho na saúde é FUNDAMENTAL E BÁSICO. Cura-se muitas vezes , só com ele. Mas neste quadro todo aí, acho muito grave mesmo  é o governo pagar só isso pelo cidadão, doente e indefeso. Será que é o que valemos para o governo? 

O saudoso Ulysses Guimarães aclamou "diretas já".  O povo precisa acordar e aclamar, JUSTIÇA JÁ!  
Eu vi de perto dessa vez a situação da saúde pública. Minha mãe esteve lá . Graças a Deus ela nunca mais precisará de governo nenhum, nunca mais. Deus seja louvado! 

um abraço, Ricardo Gomes

Contas de campanha de Teófilo aprovadas

Foi publicada a sentença da justiça eleitoral aprovando sem restrição a prestação de contas da campanha eleitoral do Prefeito eleito Teofilo Torrres. 

Edição especial

A próxima edição do jornal O POPULAR trará uma reportagem especial sobre o prefeito eleito de João Monlevade, Teófilo Torres. Aguarde.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

São Gonçalo impressiona

Participei recentemente de uma visita às obras promovida pela assessoria do prefeito Nozinho, em São Gonçalo do Rio Abaixo. O desenvolvimento da cidade impressiona e é maior do que imaginava. Pontes, avenidas inteiras planejadas, arborizadas e asfaltadas, localidades asfaltadas ou calçadas e com unidades de grande porte para consultas de saúde. Escolas em tempo integral enormes, com quadras poliesportivas e piscinas. Um Centro Cultural completo, praças bem construídas e sedes administrativas de invejar cidades que se desenvolvem há mais tempo. O mandato do prefeito Nozinho, sem dúvida alguma, vai entrar para a história do município.